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Funcionários com sotaque espanhol misturado com algumas palavras de francês, já fazem parte da rotina de algumas empresas de Chapecó, em Santa Catarina. A empresa FIBRATEC foi a primeira a contratar os haitianos, há cerca de seis meses. Um dos diretores da empresa, Érico Tormem, disse que seu sócio estava fazendo uma obra no Acre quando viu dezenas de haitianos em Brasileia. Como imigrantes estavam procurando trabalho e a empresa tinha dificuldade de encontrar mão de obra, foi feita a proposta de contratação.
Dos 24 haitianos que viajaram para Santa Catarina, 13 anda estão na empresa. Alguns desistiram, pois não se adaptaram ou não gostaram do emprego e foram buscar outro trabalho em empresas de materiais de construção, revendas de peças de automóveis e em restaurante. Alguns ainda estão procurando outro emprego. Tormem diz que os haitianos se relacionam bem com os demais funcionários:
- É ótimo, todo mundo gosta deles.
Os irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin viajaram seis dias para chegar no Brasil, em abril de 2011. Trabalham em Chapecó desde julho. No Haiti, Wendales era pedreiro, e Lichelet, costureiro.
- Lá não tinha trabalho - diz Wendales.
Em Chapecó, trabalham na fabricação de piscinas. Provenientes de uma família de 13 irmãos,eles enviam por mês cerca de R$ 250 a R$ 300 reais cada um para o Haiti. eles recebem salário mensal de R$ 850.
Antes da contratação de estrangeiros, empresas brasileiras precisam comunicar a intenção à Polícia Federal (PF). Na delegacia da PF de Chapecó a informação é de que os haitianos que trabalham no Estado estão legais. Não há informação de clandestinos na cidade. (fonte: Jornal ZERO HORA - 11.01.2012)